A banda alagoinhense GB Som nasceu em meados dos anos 1970, fruto do talento e da amizade de um grupo de jovens estudantes. Membros da tradicional Banda Municipal Rondon XII, esses jovens aproveitavam suas horas de folga para se reunir e expressar sua paixão pela música por meio de um novo projeto, que logo ganharia o nome de GB Som.
O nome do grupo era uma afetuosa homenagem ao líder político Geraldo Beltrão, o primeiro prefeito de Alagoinha e um dos maiores entusiastas da iniciativa. Conforme resgatado pelas pesquisas do Blog do Cristiano Alves, o apoio da família Beltrão foi crucial para o início da trajetória do grupo: na época, a ex-prefeita Lia Beltrão (esposa de Geraldo) adquiriu e presenteou os jovens músicos com os primeiros instrumentos da banda.
Ao longo de sua trajetória, a GB Som passou por diversas formações, contando com a colaboração de músicos talentosos que marcaram a cena cultural local, entre eles: Gilberto, Fernando, Luiz Antônio, Everaldo, Zé Lau, Néia, Olivan, Beto Santana, Amarildo e Zezinho Astep, além de José Inácio, que atuava como produtor e empresário do grupo.
A banda tornou-se presença constante e querida em festas tradicionais de Alagoinha e de diversos municípios vizinhos. A caminhada do grupo, no entanto, também foi marcada por desafios curiosos e superações, como as enchentes históricas que chegaram a inundar o local de ensaio dos músicos, além das memoráveis apresentações realizadas em casas de show da região.
Com o encerramento das atividades da GB Som no final dos anos 1980, o legado musical daqueles jovens não se perdeu: parte de seus integrantes uniu-se para dar vida a um novo e importante capítulo da música local, a Banda Apocalipse.
Fonte: Manoel Henrique ( Néia) / Eginaldes de Andrade
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