terça-feira, 8 de novembro de 2011

Brasileiras fazem uma cirurgia de aumento de mama a cada 5 minutos

A lei da gravidade é implacável também com os seios femininos, e uma hora eles caem. Muitas mulheres recorrem à prótese de mama, que exige alguns cuidados na anestesia, cirurgia e no pós-operatório.

O Bem Estar desta terça-feira (8) falou sobre como é feita a escolha do tamanho mais adequado para cada mulher, a cada quanto tempo a troca é necessária, e a interferência do silicone na amamentação e em exames como a mamografia – que é nula, desde que bem feito.

As próteses de mama foram criadas nos anos 1960 por um cirurgião inglês e, na época, eram mais duras e redondas, feitas de silicone líquido e material sintético. Até o início dos anos 2000, os modelos mais vendidos não chegavam a 200 ml. Hoje, os mais pedidos e usados são os de perfil alto e 300 ml.

O maior problema, em geral, é uma rejeição do organismo da mulher, segundo o cirurgião plástico Élvio Garcia. Por isso, a cirurgia precisa ser feita com um profissional qualificado.

A maior concorrência tem ajudado a baixar o preço médio dos implantes, que hoje já podem ser pagos em até 12 parcelas e sai em torno de R$ 1.400, correspondendo a cerca de um terço do valor da cirurgia (R$ 4.200).

Os seios são basicamente formados de músculos, tecido mamário e gordura no meio. Uma mama pequena pesa cerca de 200 g, uma média 300 g e, a partir de 400 g, ela é considerada grande, de acordo com o ginecologista José Bento.

Cuidados no pós-operatório

Pode haver dor nos primeiros dias, ainda mais com movimentação dos membros superiores, o que é controlado com analgésicos. É recomendado um sutiã de maior contenção das mamas.

Fazer ginástica só é permitido a partir de um mês, com consentimento médico. Membros superiores não devem ser trabalhados. Com o aumento abrupto das mamas, as estrias pré-existentes podem se tornar mais salientes.

SUS

Segundo o Ministério da Saúde, em 2010 foram realizadas 1.704 cirurgias de plástica mamária pelo Sistema Únicod de Saúde (SUS), o que representa mais que o dobro do total de 2007 (786). O governo investe cerca de R$ 1,5 milhão por ano para o custeio desse tipo de atendimento.

A cirurgia é indicada para os seguintes casos:

- Reconstrução da mama pelo diagnóstico de câncer (pós-mastectomia com implante de prótese)
- Filarioses (doença parasitária, cujo um dos tipos é conhecido como elefantíase ou filariose linfática)
- Lipodistrofia na região da mama (anormal distribuição da gordura corporal)
- Hipertrofia (aumento) da mama
- Ausência congênita dos seios
- Outras malformações congênitas da mama
- Queimadura de terceiro grau e/ou sequelas de queimaduras

Vale lembrar que essa é uma cirurgia indicada não apenas às mulheres – os homens também podem fazer plástica mamária pelo SUS em casos de lipodistrofia e hipertrofia. A lipodistrofia atende também pacientes com HIV, pois o uso de antirretrovirais pode resultar no problema.

Bem Estar

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