Emerson Sheik voltou de suspensão para esquentar o primeiro jogo da final em La Bombonera. O atacante brigou muito pelos lances, se envolveu em discussões com rivais do Boca Juniors e deu belo passe para o salvador gol do Corinthians, já aos 40 minutos do segundo tempo, que garantiu o empate no duelo da ida da decisão da Libertadores.
Depois da partida, o atacante falou sobre a pressão do confronto diante dos hexacampeões continentais. E, demonstrando confiança em levantar a taça de campeão da América, Emerson garantiu: "Não tenho medo de ninguém".
"Eu sou de Nova Iguaçu, sou carioca, sou favelado. Com todo respeito ao Boca Juniors, à história, ao estádio, ao povo, eu não tenho medo de nada e quem me conhece sabe muito bem disso. Eu tenho de jogar todos os jogos como se fossem o último, mas claro que jogar uma partida como esta é o sonho de toda criança que quer ser jogador de futebol. Para um evento desse não precisa nem de salário", disse Emerson na saída do vestiário do estádio La Bombonera, pouco antes de seguir para o ônibus.
O corintiano falou ainda que, apesar das trocas de farpas com os adversários, em todo momento conseguiu manter o controle para não prejudicar o time. Depois, ainda relatou uma cusparada de Roncaglia. "Fico triste porque ele cuspiu, isso é uma falta de educação tremenda".
Sobre Riquelme, grande nome do Boca Juniors, Emerson elogiou a partida do camisa 10 argentino, mas depois criticou as constantes reclamações dele junto à arbitragem. "Quem vive de boca é cantor, eu vivo dos pés. Quem fala muito é cantor, eu jogo. Ele é um craque, joga demais, tem todo meu respeito, mas precisa jogar. Fala, fala, fala, pressiona o árbitro. Agora tem o jogo de volta e não vai ter cobrança. A gente vai jogar e deixar o árbitro trabalhar".
Depois, já imaginando a partida de volta, o corintiano afirmou que a pressão da torcida alvinegra será ainda maior que a dos argentinos em Buenos Aires. "Acho que igual a torcida do Corinthians, com todo respeito ao Boca, não tem. Claro que o jogador sente [jogar na Bombonera], o eco dos gritos, a pressão. Mas quando a bola rola são 11 contra 11, e a torcida, o concreto do estádio, não entram. Quem for mais homem, quem for melhor, que fazer a partida mais perfeita, leva".
ESPN

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