
Sem acordo. Os professores e servidores técnico-administrativos da Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande continuam em greve. Em mais uma assembleia da categoria realizada na manhã desta segunda-feira na AABB, os servidores decidiram permanecer com os braços cruzados. A categoria rejeitou a proposta do governo municipal e vai continuar de braços cruzados até que as reivindicações possam ser atendidas.
De acordo com o o comando de greve do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipal do Agreste da Borborema (Sintab), os grevistas não tiveram suas reivindicações atendidas pela prefeitura.
O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, enfatizou que o posicionamento da prefeitura não foi de acordo com o movimento, por isso a greve continua por tempo indeterminado.
"A secretária solicitou um prazo de 90 dias para fazer um estudo. Segundo ela, a prefeitura atualmente não tem como arcar com as despesas exigidas pela categoria em cumprimento ao piso salarial do magistério e o pagamento das horas extras trabalhadas e alegou que dentro deste prazo iria dar uma proposta aos servidores".
Segundo Napoleão, a greve atinge 60% dos trabalhadores, entre professores, servidores de apoio das escolas e creches, funcionários de secretaria, auxiliares de disciplina e vigias, não compareceram ao trabalho reforçando a adesão ao movimento.
De acordo com o sindicalista que também é vereador, estes trabalhadores, continuam cobrando melhorias em suas atividades, bem como o cumprimento de seus direitos trabalhistas Sem o pagamento do piso nacional para os professores, e o atraso na hora extra dos vigilantes, as categorias não encontraram alternativa a não ser iniciar a greve. 'Faltam servidores nas creches, em muitas outras unidades faltam materiais de trabalho e isso dificulta as atividades dos servidores. Os vigias cansaram de esperar as promessas de pagamento das horas extras, e até agora não foi feito nada', disse o presidente do Sintab.
Para o presidente do Sintab, está na hora da gestão da pasta mostrar que tem o desejo de buscar soluções para essas questões, e não se preocupar em dar resposta aos servidores através de recados pela imprensa. A greve iniciada há mais de 15 dias, tem atingido mais de 3 mil servidores deixando mais de 28 mil alunos fora de aula.
PBAgora
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