Ao som das autênticas canções do brega - as pessoas escutam quando estão com a chamada dor de cotovelo - e das marchinhas de carnaval, o bloco mais chikda Capital paraibana desfilou toda sua irreverência e extravagância na noite dessa sexta-feira (13), pelas ruas do Centro de João Pessoa.
Com 26 anos de história, o Cafuçu se tornou um dos blocos mais aguardados pelo público. Os Imprensados também marcaram presença, se juntaram ao brega e caíram na folia.
A concentração começou às 19h, na Praça Dom Adauto (do Bispo), com animação das bandas Brega é Você, DJs Naza e 10zanu, além de cinco orquestras de frevo.
Lá clássicos do cancioneiro popular romântico como Odair José e Waldick Soriano embalaram o público que lotou as praças Dom Adauto, Rio Branco e Ponto de Cem Réis, por onde as pessoas se espalharam para distribuir a alegria e “elegância” dos trajes mais descontraídos do ano.
Com o senso de humor aflorado o casal Maria Amélia Mendes e Aldemir de Oliveira, do bairro de Mangabeira, trouxe seis membros da família para o bloco que eles já frequentam há nove anos. “O Cafuçu está no coração. É o único bloco que realmente a turma vem pra se divertir. Aqui o espírito é de brincadeira mesmo. Não deixamos nunca de vir”, disse o esposo.
História do Cafuçu – Na segunda metade da década de 1980, o carnaval de rua e de clubes de João Pessoa atravessava um processo de declínio e o carnaval de Recife, Olinda e Salvador polarizava todas as atenções no Nordeste.
Com o surgimento do bloco Muriçocas do Miramar, em 1987, e em seguida de mais uma dezena de agremiações, esse cenário começou a mudar. Um dos pioneiros na retomada do carnaval da cidade foi o Cafuçu, que surgiu em 1990. Juntamente com mais dez blocos, o bloco é responsável pela criação, em 1992, do projeto Folia de Rua e pela fundação da sua associação, em 1996.
No início surgido como uma brincadeira entre amigos (Adalice e Ana Costa, William Pinheiro, Henrique Magalhães, Paulo Vieira, Torquato Joel, Buda e Bertrand Lira), o Cafuçu é originário do grupo Artesanal. Foram diversas as produções do grupo, desde teatrais, fotográficas e cinematográficas a publicação de livros e revistas, através da Marca de Fantasia, criada por Henrique Magalhães e incorporada ao Artesanal, do mesmo modo que o bloco Cafuçu.
Inicialmente, a agremiação saía nas praias do Cabo Branco e Tambaú, puxada por trios elétricos, e em seguida por orquestras de frevo, no chão. Em 1997, na contramão da maioria dos blocos da cidade, transferiu-se para o Centro Histórico. Lá, contribuiu para o resgate do carnaval de rua da capital, com ênfase na festa criativa e popular, procurando valorizar a área urbana da fundação da cidade.
PBAgora
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