segunda-feira, 11 de abril de 2016

À Minha Amada Alagoinha

J. Jacinto Neto
À Minha Amada Alagoinha
Todos cantam sua terra, também hei de cantar a minha...
Em modestas e parcas linhas...
Hei de fazê-la rainha.
Terra maravilhosa,
Enriquecida por grandes histórias...
Tingida com tintas de glória,
Eis a minha amada terra,
Alagoinha.

Hei de dar-lhe a realeza,
Nesse trono de beleza,
Em que a mão da natureza,
Esmerou-se enquanto tinha...
Abençoada por Deus foi minha amada Alagoinha.

Correi para os lados daquele paraíso
Terra de gente aguerrida onde o amor floresce...
Que apesar dos infortúnios de que padece,
Conserva no rosto um franco sorriso;
Supera e vence com galhardia,
As batalhas do dia a dia.

Minha terra, Alagoinha,
Foi em esplendor erigida,
Debaixo dum céu de anil,
Se no diminutivo é o seu nome
Não se engane!
Essa terra é gigante;
Um canteiro de força e beleza
Que em outra parte não se viu.
Os ventos do progresso e do amor vêm varrer
Esse recanto ilustre do Brasil.

Alagoinha, minha terra amada,
É uma terra de esplendores
Banhada, revestida de flores...
Onde a brisa fala amores...
E a felicidade faz morada.

Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal,
Que nem as sonha um poeta
E nem as canta um mortal!
É uma terra encantada
Mimoso jardim de fada,
Do mundo todo invejada,
Alagoinha, minha terra amada;
Incomparável! Não tem igual!

José Jacinto Neto

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