Representantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Secretaria de Habitação de João Pessoa (Semhab) e dos movimentos sociais que lutam pela reforma urbana e moradia popular, reuniram-se na tarde desta quarta-feira, 13, na sede da Semhab, para discutir a implementação de projeto de habitação de interesse social e revitalização do Centro Histórico da capital, que foi recentemente aprovado por órgão federal.
A professora Patrícia Alonso, coordenadora da equipe representante da UFPB no evento destacou os quatro pontos em que se divide o projeto e reiterou a disposição da entidade para com a prefeitura e os movimentos sociais no sentido de beneficiar a população e a cidade como um todo. “O projeto está dividido em quatro partes.
Na primeira está contemplado o diálogo com as lideranças de moradia popular, na segunda será feito um mapeamento dos edificios históricos e seu estado, bem como seu entorno, na terceira faremos um levantamento da parte legal das intervenções e na quarta a elaboração de protótipos de projetos que serão apresentados aos órgãos e entidades que promovem a habitação de interesse social na Paraíba”, afirmou.
O representante do Movimento Ajuda Mútua (MAM), Assis Cordeiro, destacou a importância da iniciativa e propôs que as entidades que já obtiveram, e as que vierem a obter, a habilitação do ‘Programa Minha Casa, Minha Vida-Entidades’, sejam parceiras no projeto no sentido de construírem no Centro Histórico, com recursos do PMCMV-E. “Vejo como extremamente pertinente esta reunião e, acima de tudo, uma oportunidade sem igual para ajudarmos nossa cidade e nosso povo a aumentarem sua auto-estima”, destacou.
O Secretário Geral da Federação Paraibana dos Movimentos Comunitários (Fepamoc) parabenizou a iniciativa e convidou a UFPB para fazer parte do processo de otimização da tipología dos projetos habitacionais que as entidades devem implementar nos próximos anos, através do PMCMV-E. Já o representante da Semhab, Pascal Machado, reiterou a predisposição do município de João Pessoa em contribuir no que for necessário para o sucesso do projeto e garantiu que a partir de agora, o bom relacionamento com as entidades de moradia será cada vez mais priorizado.
Os representantes da Associação AMEG-JP destacaram a necessidade de lembrar-se, nos projetos de engenharia e arquitetura, que devem ser implantados no Centro histórico, dos trabalhadores informais que atuam na área
“A existência de espaço para guardar material de trabalho e até mesmo para um pequeno comercio é fundamental para os trabalhadores ambulantes que atuam na área e que seriam muito beneficiados com uma habitação na região”, declarou Marcilene Medeiros (Márcia), presidente da entidade.
Já a presidente da Associação de Cidadania e Inclusão Social (ACIS), Maria José Alves (Dona Bezinha), endossou a necessidade de lembrar-se dos trabalhadores na tipología dos empreendimentos e alertou também para as famílias numerosas que precisam de apartamentos com mais quartos.
Os segmentos e entidades presentes concordaram em trabalhar em conjunto para o sucesso do projeto e devem levar as demandas que fogem ao poder de intervenção dos atores presentes na ocasião, para a apreciação da Conferência Nacional das Cidades, onde haverá a possibilidade de inclusão de detalhes destacados por todos. Para Valber Dutra, representante da APCD no evento, é preciso levar adiante a discussão, uma vez que já houve projetos anteriores que começaram mas nunca foram efetivamente emplementados no sentido de revitalizar o Centro histórico de João Pessoa.
Assis Cordeiro.
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