O que mais nos agrada nos nossos amigos é a atenção que eles nos dedicam". (
Tristan Bernard )

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Cozinheiro morre em hospital após sofrer queimaduras por álcool em churrasqueira na PB

Um cozinheiro morreu após sofrer queimaduras provocadas por álcool em uma churrasqueira, em um restaurante de Campina Grande. De acordo com a delegada Suelane Guimarães, responsável pelo caso, Alan José Santos Silva, de 27 anos, estava internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade desde o dia 6 de novembro, após sofrer as queimaduras. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada da segunda-feira (11).

Segundo relato de testemunhas à polícia, a vítima sofreu as queimaduras por volta das 12h50 da quinta-feira (6). Alan José estava trabalhando em um restaurante no bairro Bodocongó quando uma colega de trabalho, amiga dele, jogou álcool na churrasqueira. O cozinheiro, que estava próximo da churrasqueira, acabou sofrendo queimaduras de 2º grau.

Conforme a delegada, a mulher que teria jogado álcool na churrasqueira também sofreu queimaduras. Em depoimento à polícia, a colega de Alan relatou que acreditava que a churrasqueira estava apagada e, por isso, teria jogado o álcool. Após derramar o líquido inflamável, a churrasqueira teria incendiado e provocado as queimaduras nos dois.

Alan José e a colega de trabalho foram socorridos e levados para o Hospital de Trauma de Campina Grande. A mulher recebeu atendimento médico e depois foi liberada. Já o cozinheiro permaneceu internado na unidade de saúde. Mas, segundo a assessoria do hospital, por volta da 1h30 da segunda-feira (11), o quadro clínico do homem sofreu complicações e ele não resistiu.



Caso tratado como homicídio culposo

Após a morte do cozinheiro na madrugada da segunda-feira (11), um Boletim de Ocorrência foi registrado na Central de Polícia Civil de Campina Grande. O caso, que está sendo investigado pela Delegacia de Crime Contra a Pessoa (DCCP), a princípio é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

“Considerando os relatos obtidos nesse primeiro momento, até então a gente trata o caso como um homicídio culposo. Mas isso não está concluído, somente após as investigações é que, de fato, poderemos precisar o que aconteceu e as conclusões do caso”, salientou a delegada Suelane Guimarães.

G1

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