sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Augusto Cury: o psiquiatra best-seller que mira a Presidência da República

 


Aos 67 anos, o médico psiquiatra e escritor Augusto Jorge Cury decidiu deixar o universo dos livros de autoajuda e das palestras sobre inteligência emocional para tentar um novo caminho: disputar a Presidência da República em 2026. Candidato pelo Avante, Cury chega à corrida eleitoral como um nome fora do sistema político tradicional, apostando no desgaste da polarização entre bolsonarismo e petismo para conquistar seu espaço na vida pública.

Nascido em Colina, interior de São Paulo, em 2 de outubro de 1958, Augusto Cury é formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e se especializou em psiquiatria. O médico se voltou à pesquisa sobre o funcionamento da mente e a dinâmica das emoções, o que o levou a desenvolver a chamada “Teoria da Inteligência Multifocal”, modelo próprio sobre a construção dos pensamentos e a formação da personalidade, que segundo ele é estudado em cursos de pós-graduação no Brasil e no exterior. 

Do sucesso literário a entrada na política

Augusto Cury tem mais de 30 milhões de livros vendidos e obras publicadas em dezenas de países, chegou a ser mencionado pela Folha de S.Paulo como o autor brasileiro mais lido da década de 2000. Como escritor, o maior sucesso foi o livro O vendedor de sonhos, que chegou a ser adaptado para o cinema em 2016. Mas a bibliografia de Cury conta com mais de 70 títulos, incluindo obras como Ansiedade: Como Enfrentar o mal do século e Nunca desista de seus sonhos.

O nome de Cury surgiu no debate eleitoral em abril de 2026, quando o Avante o lançou como pré-candidato à Presidência da República. A apresentação oficial aconteceu em maio, em Belo Horizonte (MG), num evento que reuniu lideranças do partido, artistas e apoiadores, onde o escritor defendeu propostas para educação, saúde mental e maior representatividade feminina no Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa é a primeira candidatura de Augusto Cury a um cargo político, ele tenta transformar sua vitória como autor e palestrante em capital político. Segundo o próprio candidato, a estratégia de campanha é atrair o eleitor que não se identifica com o atual presidente, Luíz Inácio Lula da Silva (PT) e nem com Flávio Bolsonaro (PL), os dois nomes que lideram as pesquisas.

Propostas e discurso

Cury tem resumido sua proposta de governo na frase "mente capitalista, mas coração social": onde defende uma interferência menor do Estado na economia, mas ainda combina políticas sociais. O candidato ainda apresenta em suas propostas a criação de escolas de empreendedorismo em comunidades, favelas, igrejas e escolas públicas, além de apontar o feminicídio como uma das principais crises do país, defendendo resposta mais rápida das autoridades policiais.

Em entrevistas, Augusto Cury repete que enxerga a Presidência como um cargo de serviço público, e não como uma liderança messiânica: “O presidente não é o maior líder da nação, mas apenas o empregado da sociedade contratado pelo voto", chegou a declarar o escritor, durante sabatina realizada pelo Correio. 

Nas pesquisas eleitorais, o desempenho de Cury ainda é modesto diante dos favoritos, Lula e Flávio Bolsonaro. A última pesquisa DataFolha, divulgada na última sexta-feira (21/8), apresenta Lula com 39% dos votos no primeiro turno das eleições, enquanto Flávio aparece com 33%, seguidos por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão) com 4%, Romeu Zema (Novo), com 3%. Em seguida, Pablo Marçal (PRTB) e Augusto Cury (Avante) aparecem com 2% cada.

Qual é o número de Augusto Cury nas urnas? 

Augusto Cury é candidato à Presidência da República pelo Avante. O número deles nas urnas é 70.

Correio Braziliense

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